LMS da Inspand supera 690 mil cursos concluídos em 2026 por mais de 180 mil profissionais de hospitais, laboratórios e operadoras
Mudança de protocolo clínico, chegada de um equipamento novo, revisão de uma norma sanitária. Em hospitais, laboratórios e operadoras, cada uma dessas situações cria uma demanda de capacitação que precisa alcançar milhares de pessoas, em turnos e unidades diferentes, com registro de quem concluiu. Por isso a educação corporativa deixou de ser uma agenda restrita ao RH e passou a fazer parte da rotina operacional das instituições de saúde.
Um termômetro desse movimento vem do LMS (Learning Management System, ou sistema de gestão de aprendizagem) da Inspand, empresa de educação corporativa. A plataforma ultrapassou 690 mil cursos concluídos somente em 2026 no segmento de saúde, feitos pelos mais de 180 mil profissionais do setor que a utilizam atualmente. A média supera 3,8 cursos concluídos por profissional. O número indica desenvolvimento recorrente, e não apenas usuários cadastrados em um sistema.
A carteira reúne operações com exigências bem diferentes entre si. Entre as organizações atendidas estão o Hospital Pequeno Príncipe, a Saúde Petrobras, o ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), o GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), a Unimed Paraná, a Amil, o Hermes Pardini, a Rede Santa Catarina, a Rede IMAS, a MedForYou, a FCB Saúde, a FQM e o Sindusfarma, entre outras.
“Na saúde, a capacitação acompanha o ritmo da operação. Quando um protocolo muda, a instituição precisa garantir que a orientação chegou a todos os profissionais envolvidos e ter como comprovar isso”, afirma Cristiano Franco, CEO da Inspand.
A escala do setor ajuda a dimensionar o desafio. Segundo o IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar), a cadeia produtiva da saúde encerrou 2024 com 5,1 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 10,9% dos empregos do país. Só a enfermagem reúne mais de 3 milhões de profissionais inscritos, de acordo com o Cofen (Conselho Federal de Enfermagem). O número de vínculos da categoria cresceu 44% entre 2017 e 2022, passando de 1 milhão para 1,5 milhão de postos. Na medicina, o estudo Demografia Médica no Brasil 2025, do Ministério da Saúde, da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e da AMB (Associação Médica Brasileira), projetou 635.706 médicos em atividade até o fim de 2025 e mais de 1 milhão em 2035.
A pressão também vem do lado regulatório. Levantamento da ONA (Organização Nacional de Acreditação) com dados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mostra que as notificações de eventos adversos na assistência passaram de 368.028 em 2023 para 480.283 em 2025. No início deste ano, a agência aprovou o Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde 2026-2030. Entre os objetivos do plano está ampliar a adesão às práticas e à cultura de segurança nos serviços.
Fora da saúde, o volume de treinamento nas empresas também cresceu. A 20ª edição da Pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil, da ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento), ouviu 443 empresas e registrou média de 26 horas anuais de treinamento por colaborador em 2025, ante 24 horas em 2024. Segundo o mesmo levantamento, 89% das organizações têm orçamento anual de T&D (treinamento e desenvolvimento) definido.
Para Franco, a quantidade de horas diz pouco quando olhada sozinha. “Hora de treinamento mede esforço. Na saúde, o gestor precisa saber quem concluiu, em qual unidade e dentro de qual prazo, porque essa informação conversa com auditoria, acreditação e qualidade assistencial”, diz.
Na base da Inspand, a média de 3,8 cursos concluídos por profissional aponta nessa direção. São capacitações que se repetem ao longo do tempo e que estão ligadas à atualização de conhecimentos, à padronização de protocolos e ao desenvolvimento contínuo das equipes. “A educação corporativa na saúde ficou grande demais para caber só no RH. Ela passou a ser uma ferramenta da operação”, afirma o executivo.





